&n MEUS CONTOS ERÓTICOS

 


         Aqui, uma seção de contos eróticos, todos de minha autoria, desaconselháveis aos menos sensíveis, ou aos puritanos.

          Não desejando chocar ninguém, espero que os textos sejam lidos e vistos apenas como um trabalho literário, pois na verdade, são apenas isso.

 

 

                                                    Nesta página:
                                                          Alba
                                                                       Casais
                                                        Castigo
                                                       Virgínia
                                                     No Sábado


 

                                                          ALBA

          Trabalhava no comércio, em Madureira. Do trabalho, ia ao cinema, ou direto pra casa, no mesmo bairro. Nunca chegou a pensar que isso pudesse lhe acontecer, mas aconteceu.

          Saiu do cinema por volta de 2200 h e se  despediu da colega que fora com ela,  se dirigindo à sua casa. Distraída, não reparou na aproximação de dois homens que a seguraram  com força, empurrando-a para o banco traseiro de um carro.

          Pediram seu cartão para saques em caixa rápido  e ela disse que nunca tivera cartão, que era pobre, pediu que a soltassem, mas eles a encapuzaram e amarraram com uma corda fina.

          Alba era muito bonita,  pele morena, cabelos  negros,  lisos,  sobre os ombros  fortes, corpo perfeito,  seios pequenos mas bem construídos, bicos finos, quase masculinos e pernas roliças, lisas, sempre bem depiladas. Os olhos de Alba eram negros e sonhadores, a boca era carnuda e deliciosamente provocativa, com dentes claríssimos.Os seqüestradores não podiam acreditar que ela fosse pobre e apostaram em que pagariam por ela. Sairiam no lucro.Por isso levaram adiante a ação.

          O barraco de tijolos tinha três cômodos e,   pelo menos no interior, possuía reboco em todos eles. Havia  uma pequena sala, com uma porta que dava para o quarto e  deste   levava  ao banheiro, nos fundos.Poucos móveis na sala,  no  quarto uma cama e duas cadeiras, janela basculante nos três  cômodos e o banheiro,  sem água quente,  tinha uma  pequena  pia.

          Alba foi levada até o quarto e a porta foi fechada atrás de si.
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          A noite escorreu lentamente e Alba pensou em  sua triste situação.  Estava    morando sozinha, pois a família estava em outro subúrbio,  Campo Grande e apenas ela morava em Madureira, por ficar próximo ao local de trabalho.  Ninguém sentiria falta dela, a não ser o patrão, que sem dúvida  ia despedí-la quando voltasse...se voltasse. Começou a chorar.

         Apenas uma pequena luminária ao lado da cama iluminava  o ambiente e Alba conseguiu se desvencilhar das cordas e tirar o capuz. Achou e acendeu a pequena luminária e  se sentou na cama. Nada acontecia. À custo adormeceu. Olhos pelo basculante  e  viu  apenas mato alto ao redor do barraco. O teto não oferecia condições para uma fuga  pois  era    em  concreto. Foi até o banheiro, mas lá, apenas a janela basculante e uma vista para o matagal. Nada havia a fazer a não ser esperar. Recostou-se na cama.

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         O sol ia alto quando um rapaz entrou no quarto. Tinha a aparência de um surfista, cabelos castanhos   claros, olhos claros, corpo atlético, usando apenas um calção  largo,  que evidenciava suas coxas perfeitas. Com aquela aparência, conquistaria qualquer menina em qualquer praia. O  que fazia um tipo assim, num lugar como aquele e realizando  um seqüestro? Foi o que pensou Alba...

         Nas mãos dele, algo que parecia serem roupas íntimas de mulher.Ele jogou as roupas sobre a cama e saiu. Voltou  logo depois com uma caneca de café e um pacote de biscoitos.
         - Troque de roupa e tome o café - disse isso,   se virou, e saiu.

         Alba estava com fome e bebeu o café com biscoitos.
         Em seguida, com medo de desobedecer ao marginal,examinou as roupas,   que  eram novas, sem uso, trocou a calcinha, e  vestiu a camisola curta,  única peça que veio com as outras. Sentiu-se meio despida, pois a camisola era   quase transparente. Dobrou suas próprias roupas e as colocou  sobre a cadeira. ficara com seu próprio soutiens,  pois ele  não  trouxera essa peça, embora houvessem ali várias calcinhas.

         O rapaz voltou mais tarde, olhou para ela, como se a examinasse, pegou as    roupas na cadeira e saiu.  Mas  antes ordenou:
         - Tire o soutiens

         Alba rapidamente tirou a peça e a colocou sobre  a cadeira. Não queria que ele voltasse e ela não houvesse cumprido a ordem ainda.
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         Mais tarde sentiu cheiro de comida e anteviu   que seria o jantar, pois não comera nada desde cedo e não estava acostumada a ficar sem almoço. Logo o rapaz voltou   trazendo uma bandeja com um jantar completo. Até um  refrigerante acompanhava a comida. Pegou o soutiens sobre a cadeira e saiu. O silêncio dele a deixava desesperada, mas tinha medo de choramingar, pedir algo, reclamar, não sabia com quem estava lidando, quem a mantinha presa ali. Um pouco depois ele voltou, pegou a bandeja e disse apenas:
         - tome um banho, se quiser.

         Alba precisava mesmo de um banho. Estava quente  e o banho frio foi reconfortante. Trocou a calcinha que usara o dia todo por uma nova e tornou a vestir  a camisola que recebera. Recostou-se na cama e esperou os acontecimentos.

         A noite caía e o silêncio era grande. O rapaz  entrou no quarto e se sentou ao lado da cama.

         - Você foi seqüestrada e vamos pedir um resgate. Mas primeiro vamos esperar  que eles se preocupem um pouco.  Depois vamos ligar e pedir...  quanto você acha que   vale? Não, não diga nada. Por enquanto, você está em nossas mãos. Não reclame,  não tente nada, fique quietinha, aceite tudo.

         Ele passou as mãos pelos cabelos de Alba e ela  recuou. Ele não gostou.

         - Não vou repetir. Aceite. Você é menos que   nada neste momento. Eu posso deixar você ir e posso matar  você.  Isso vai depender de como você se comporta.   Entendeu o  que eu acabo de dizer?

         - Sim - Alba tremeu.

         Ele voltou a acariciar os cabelos de Alba e  desta vez, ela se manteve imóvel. Então ele pousou a mão sobre  o seio dela. Ela cerrou os punhos mas se manteve calada. Fechou os olhos. Se pelo menos o rapaz fosse feio aquele  toque seria repudiado.

         - Bom, parece que você entendeu o ponto. Nunca reaja a nada. Eu posso não gostar. Diga que entendeu.

         - Entendi - balbuciou nervosa.

         - Abra a camisola e mostre os seios pra mim.

         - Eu ... eu ...por favor...

         Ele insistiu:

         - Abra a camisola e mostre seios seios pra mim. Já!

         Alba soltou o primeiro botão e o segundo.  Puxou com ambas as mãos o decote e seus pequenos e deliciosos seios apareceram esplendorosos,  à luz tênue da   luminária. Ele os olhou calmamente e depois fitou o rosto de Alba, que continuava com os olhos cerrados.

         - Isso. Agora repita o que vou dizer.Sou sua prisioneira...
         - Sou sua prisioneira.
         - Farei tudo que você mandar...
         - Farei tudo que você mandar.
         - Pertenço a você.
         - Pertenço a você... - e pela primeira vez, Alba se arrepiou de verdade. Aquilo a deixara excitada. Inexplicavelmente excitada.

         Ele então completou, fechando a camisola dela:

         - Virei amanhã. Quero ouvir isso tudo de novo...antes que eu peça para você dizer, está claro? Falava de  modo suave, quase carinhoso, sussurrando.

         - Sim, está claro - Alba sentiu que estava molhada.
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         No dia seguinte, vieram o café da manhã, o almoço e mais roupas,  ou seja,  mais calcinhas e outra camisola, igual a que recebera antes. Tudo trazido pelo mesmo   rapaz, sem dizer uma palavra, embora ela desejasse ouvir a voz dele. Sentia-se muito só e com medo.

         Quando a noite veio, ela tomou banho, trocou  novamente de roupa e aguardou. Cochilava quando a porta se abriu e ele entrou. Veio até a cama e se sentou nela,  como na noite anterior. Esperou. Como ela se mantivesse calada. Ele a olhou nos olhos e fez   um ar de desagrado.

         Alba não sabia explicar o que sentia.Estava excitada. Como era possível isso? Mas lembrou do que devia falar e falou, só então notando que estava com a voz rouca de tesão:

         - Sou sua prisioneira - olhou nos olhos dele.
         - Farei tudo que você mandar - e sentiu em seu íntimo que faria mesmo.
         - Eu pertenço a você - e colocou o pronome por  sua conta e risco.

         Ele sorriu. Um sorriso que a fez se arrepiar  toda.
         E sem que houvesse ordem para isso, começou a desabotoar   a camisola. Puxou o decote e mostrou os seios, olhando  sempre os olhos dele. Ela o desafiava.  Ele se afastou um pouco   e deu uma bofetada no rosto dela.

         Ardeu, mas ela continuava a exibir os seios. E  falou:

         - Eu sou sua prisioneira. Farei tudo que você  mandar e pertenço a você. Sou sua. Pode bater.

         Quase pedira isso. E nem sabia porque. O tapa ainda ardia em seu rosto, mas era pouco. Sentia-se muito bem  como "posse" daquele rapaz. Queria que ele batesse mais. Que  ele soubesse que ela estava excitada. Que ele podia tudo.

         Só então Alba se deu conta do volume que   crescia sob o calção largo do jovem. Quase sorriu, mas se sentiu bem vendo que o excitara. Sem notar, abriu mais o decote.

         Ele falou:

         - Levante-se um pouco que quero bater mais.

         Ela obedeceu. Outro tapa estalou em seu rosto e ela caiu pra trás, abrindo mais o decote. A camisola já se rasgara naquele ponto. Então ele se debruçou e começou  a chupar os seios de Alba. E ela, enlouquecida, repetia.

         - Sou sua, faça o que quiser, sou sua faça o  que  quiser...

         Ele alcançou com uma das mãos a calcinha dela e   a arrancou, rasgando-a.   Ela fechou as pernas, num reflexo. Ele aproximou os lábios do ouvido dela e disse, com voz rouca:

         - Abre pra mim.

         Essa voz rouca no ouvido,  a mão dele passeando  entre suas pernas era   demais para Alba. Gozou. E abriu as pernas pro seu dono. Ele veio por cima e a penetrou, lentamente mas vigorosamente. Era enorme, ocupava tudo e parecia um  enorme tronco invadindo seu corpo. Alba gozava repetidas  vezes, e gemia, gania, repetia o que fora ordenado   "sou sua, pertenço a você"... mais, mais...

         Num vai e vem ritmado, ele a possuía por  inteiro.
         E ela se dava por inteiro. Ele a sugava, ela o mordia, acariciava aquelas   carnes fortes, arranhava suas costas, o apertava contra si...

         Gozaram juntos, ambos gemendo e ganindo como   animais no cio. Ele ainda estava sobre ela, extenuado. Ela  dizia carinhosamente "sou toda sua",   "me  bate   quando quiser",  "pertenço a você"...
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                                                                    CASAIS
 

     Paulo e Márcia. Edgar e Lúcia. Eram vizinhos.  Paulo trabalhava na Bolsa de  Valores e Edgar era bancário, ambos em boa posição em suas instituições. Moravam em casas agradáveis e  pertenciam ao mesmo clube. 

     Infalivelmente, nos fins de semana estavam se visitando, para o almoço, o churrasco,  um jantar tranqüilo e às vezes um  teatro. No clube, gostavam de  ver   suas mulheres   jogando  tênis,  muito desajeitadas naquelas saias curtas. 

     Paulo foi o primeiro a tocar no assunto. 

     - Ô, Digá, pare de olhar p'ras pernas da Márcia. 

     Edgar corou mas era verdade. Estava apreciando as pernas da mulher do amigo sob aquela saia curtinha.Mas Paulo estava rindo. Ficou calado. 

     Depois, foi na casa de Paulo. Ele ficou olhando  a  própria esposa e comentou: 

     - Digá, diz a verdade, a Márcia não fica um  tesão  naquele shortinho dela? 

     Edgar sentiu um arrepio, pois estava pensando exatamente isso. disfarçou com um sorriso, mas Paulo Insistiu: 

     - Responde, cara. 

     - É, ela tem pernas bonitas, sim... 

     - Não, Digá, abre o jogo e responde o que perguntei. Ela não te dá tesão? 

     - Ela é sua mulher, Paulo. 

     - E daí? Eu acho a Lúcia linda, adoro os cabelos negros  dela e você vai concordar comi- go, que sua mulher tem seios perfeitos. Tô mentindo? 

     Edgar ficou pouco à vontade. Não sabia o que  dizer, afinal o amigo estava elogiando sua mulher, apenas isso. Respondeu: 

      - É, a Lúcia é uma gata e na cama... - deixou escapar, sem querer. 

      - Eu imagino - aproveitou Paulo - Mas a Márcia não fica atrás. Adora dar uma boa chupa da. 

      Edgar estava excitado. A cabeça rodava.  Paulo  continuou: 

      - Você já imaginou uma chupada da Márcia? 

      Sim, ele já havia pensado em Márcia algumas vezes. Até   o hálito dela,  rescendendo   a vinho, era excitante. Como negar?  Provocou o amigo: 

      - Paulo, você confia na Márcia? 

      - Não me preocupo com isso. Se ela quiser se excitar   com outra pessoa, transar mesmo, por mim  tudo bem. A gente não  vai se separar por causa  disso. Mas ela não vai com  qual- quer um,que eu não deixo, e quero algo em troca, é claro. 

      - O que? - Edgar se excitava com a conversa  e com o  rumo que ela tomava. 

      - Bom, ela pode ter alguém, mas eu também quero - deu  uma gargalhada.  As   mulheres,
na outra ponta da sala, nem notavam  do que os maridos falavam. 

      Edgar também riu. E ouviu Paulo dizer: 

      - Acho que ela gostaria. E olhando bem sua mulher acho que ela também... 

      - Não sei - recuou Edgar, preocupado. 

      Paulo pareceu mudar de assunto, subitamente: 

      - E o próximo fim de semana, vamos para a casa na   praia? Márcia vai com a gente  e vai usar  aquele biquini... - e deu outra gargalhada. 

      Edgar de súbito viu uma segunda intenção  na pergunta.  Ou Paulo estava de brincadeira? 

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      Naquela noite, muitos pensamentos rondaram a cabeça de  Edgar. Se imaginou com Már- cia, devidamente autorizado por Paulo, e pensou que seria muito, muito excitante. Olhou  para Lúcia ao seu lado, dormindo, camisola aberta deixando à vista os seios fartos e bem delineados, bicos rosados...imaginou como Paulo  ficaria, só em tocar neles. Se assustou ao pensar nisso.Estava ficando maluco? Mas a verdade é que realmente o excitou a idéia de  estar com Márcia e ... a idéia de Paulo e Lúcia. Imaginou Lúcia com  o membro rijo de Paulo    em sua boca.. e aquele pensamento o excitava. 

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      Paulo ligou na sexta para confirmar o fim de semana. Edgar concordou em irem para    a casa de praia deles. Em seguida,  ligou pra sua casa e confirmou com Lúcia que, como  sempre, adorou a idéia. 

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      Saíram cedo no sábado e decidiram usar um só carro para as mulheres fofocarem  durante toda a viagem. 

      Muito sol, areias brancas, Márcia com aquele biquini  que Edgar realmente gostava  e Paulo bem à vontade, no papos. Mas   a cabeça de Edgar já estava devidamente bagunçada.  Só pensava   em tocar em Márcia por qualquer razão e a todo momento. E ela  ria,    jogava os cabelos para trás e ria... e Edgar não via mais Lúcia, somente Márcia.  Um dia de paz   e tranqüilidade. 

      À noite, ficaram na ampla sala e Márcia usava uma saia larga com uma abertura ao   lado, que permitia ver toda a extensão de sua perna, a cada movimento que ela fazia.     Lúcia usava uma camiseta fina, que deixava bem nítidos os bicos dos seios. Num  outro dia, numa outra ocasião, Edgar teria pedido a ela que mudasse de roupa, mas nesse sábado em   especial, estava gostando de observar os olhares do amigo para os peitos de sua mulher.   Chegou a suspeitar que ele estava excitado. Tudo bem, ele também estava por olhar as    pernas
de Márcia. 

      A casa era confortável, dispondo de energia,  telefone  e dois quartos,  para os   casais. Paulo perguntou a Lúcia se ela conhecia sua família e ela disse que só de ouvi-lo falar  deles. Então ele a chamou dizendo: 

      - Venha até aqui - e estendeu a mão para ela - no   quarto tenho umas fotos interessantes de todo mundo. - e os dois saíram da sala. 

      Márcia continuou folheando uma revista enquanto  Edgar  não tirava os olhos da   porta do quarto, no fim da escada (a casa tinha os quartos na parte superior). Não sabia o que estava sentindo e depois de algum tempo, não resistiu e subiu as escadas rapidamente. A porta do quarto estava meio aberta e ele a  empurrou. O casal estava na cama, olhando uma pilha de fotografias.  Paulo se virou para Edgar, sorrindo: 

      - Digá, fecha a porta, que o ar condicionado está  ligado, tá? 

      Edgar ficou em dúvida se entrava ou saía.  Tomou coragem  e saiu, fechando a porta atrás de si. Desceu, sentou-se ao lado de Márcia e um pouco sem jeito, passou o braço   por trás dos  ombros dela, comentando com voz rouca de tesão: 

      - O que você está lendo? 

      Márcia se acomodou mais a ele e disse: 

      - Nada, bobagem. Falta do que fazer... 

      Edgar estava com a mão direita sobre os ombros dela e apoiou a outra sobre a perna dela. Ela continuava a folhear a revista. Ele começou a acariciar o joelho dela e foi  subindo com  a mão, agora por baixo da saia. Ela continuou a olhar a revista mas disse: 

      - Você é um menino muito levado, sabia?

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      No quarto, em cima, Paulo mexia nos cabelos de Lúcia, a título de cócegas. Ela se encolhia, se esticava, mandava-o  parar, mas não o afastava.Ele tirou as fotos da mão dela e disse: 

      - Recoste-se aí, é melhor - e se deitou ao lado dela.   Os seios se desenharam   perfeitos sob a blusa fina. Ele enfiou a mão sob a blusa e ela disse: 

      - Não. Não - ela não dissera, mas Paulo sempre a  atraíra muito. Ficava difícil afastá-lo. Muitas vezes ficara excitada ao contato casual dele, ao vê-lo sem camisa, ao sentir seu   hálito próximo de si. 

      - Só um pouquinho. Só quero sentir. Eles são tão  bonitos. - ambos respiravam pesado. 

      - Tá. Mas só um pouquinho.Edgar pode subir - uma desculpa tola, mas ela estava louca para ser acariciada pelas mãos firmes de Paulo... 

      - Pode deixar. A Márcia não vai permitir.  Ou  você  pensa  que eles estão  conversando lá embaixo? Seu marido é tarado  pela Márcia... 

      Lúcia olhou para Paulo, tirou a mão dele e se levantou.Foi até a porta e a abriu    silenciosamente. Olhou para a sala e viu o marido com a mão sob a saia de Márcia, que reclinara a cabeça  e largara a revista que lia. Baixou a cabeça, fechou silenciosamente a porta  e voltou para a cama. Ajoelhou-se nela, olhou para  o homem excitado à sua frente e com ambas as mãos, segurou o elástico do calção que ele usava e o puxou para baixo. 

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      A mão de Edgar chegara à calcinha de Márcia, mas não encontrara nada.Ela estava nua sob a saia. Num salto, ele se colocou no chão frente à ela, se ajoelhou e usando a  abertura da saia, puxou o tecido para ver aquela parte mais clara, que o biquini não deixara   queimar. Se debruçou e sua boca se colou à vagina  dela, úmida e quente.  Sugou nervosamente enquanto ela agarrava sua cabeça com as mãos e o apertava contra si. Prendeu com as coxas  a cabeça de Edgar e apertava cada vez mais. Gemia e se retorcia, até que Edgar sentisse que ela havia atingido o orgasmo. Se deitaram de qualquer jeito sobre a poltrona,  até que ela sugeriu: 

      - No quarto tem o ar condicionado, vamos? 

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      Paulo deixou que Lúcia puxasse seu calção, deixando à mostra o membro, grande e duro. Ela tirou a blusa e o membro  dele pareceu crescer mais ainda, se isso era  possível. Lúcia sorria. Foi se abaixando de boca aberta até que o membro de Paulo penetrasse quase todo em boca. Então, e só então, fechou a boca provocando um gemido forte de   Paulo. Saboreou sua presa com prazer chupando até que ela saltasse de sua boca e a  abocanhando de novo e de novo. Paulo se segurava onde podia: nos lençóis, na cama, nos seios dela... até que numa das chupadas, quando o membro saltou pela enésima vez da boca de Lúcia, ele gozou. Mas Lúcia, rapidamente, o abocanhou novamente, prolongando o prazer de Paulo ao infinito. Depois deitou com a cabeça sobre o peito  dele, dizendo suavemente: 

       - Agora tô esperando você... 

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       Andando nas pontas dos pés (como se isso fosse  necessário), Edgar e Márcia se dirigiram ao quarto vazio. Fecharam   a porta e se deitaram. Edgar abriu a blusa de Márcia    e começou  a sugar seus seios fartos. ela gemia de prazer, buscando   membro dele com   as mãos. Logo estavam ambos nus. Edgar se colocou  sobre Márcia e a olhou deliciado.  Falou rouco de tesão: 

       - Márcia, Márcia, não sei se olho ou como...

       - Faz as duas coisas, bobinho...- ela falou sorrindo  e o puxando sobre si. 

       Ele então a penetrou. Como sempre sonhara e achara ser um sonho impossível.  Estava dentro dela e era tudo que  imaginara. Sensual, macia, doce, quente. Ela o beijava seguidamente, mordia seus ombros, apertava suas nádegas. E ele a possuía  por    completo. Ambos gozaram aos ganidos e gemidos. Mas ficaram ali, abraçados,revivendo os momentos de tesão. 

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       Paulo começou acariciando o corpo perfeito de Lúcia,  beijando aquele corpo de deusa e se detendo sempre mais nos  seios, sua tara e desejo de muito tempo. Lúcia acariciava o membro dele e elogiava o tamanho e a dureza: 

       - Promete que você vai enfiar isso tudo em mim, promete. 

       - Sim, minha Lúcia, vou enfiar isso tudo em você. Abre as pernas. 

       Ela obedeceu, mas Paulo, num movimento rápido, a virou de bruços. Ela tentou  reagir, mas ele a segurou: 

       - Calma, gosto mais assim. Possuir você por trás. Era  as sim na época das cavernas sabia?  - e direcionou seu pênis até a vagina de Lúcia, onde o foi penetrando suavemente. 

       Arranhava com as unhas as costas dela, sem machucar, mordiscava sua nuca, o que a estava deixando louca de prazer e  num movimento ritmado e ofegante, ambos gozaram.

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       O casal Paulo e Lúcia e Edgar e Márcia, transaram a noite toda. Pela manhã,    todos traziam no rosto  aquele sorriso de  uma noite perfeita e se prepararam para a praia,   depois do café. 

       Quando as mulheres correram para a praia, Paulo se  virou para Edgar: 

       - E aí, Digá, o que nós vamos fazer no próximo fim de semana? 

                                                                                               15/12/99  (Vilaça)

 

  


 

                                                         CASTIGO 

                                                                  O Castigo chega sempre atrasado - quando
                                                                   chega.
                                                                           (C. Drummond de Andrade)
 

       Ernesto morou muito tempo em Uberaba, Estado de Minas Gerais, e gostava de  caminhar pelas  ruas da cidade, subindo e descendo as ladeiras, que ali as há em quantidade notável.  A mãe havia morrido e o pai sumiu no mundo.  Residia com uma tia  e duas primas: Isabela de 8 anos e Daniela, de 10  incompletos. 

     Subindo e descendo as ladeiras de Uberaba, Ernesto era sempre visto, mãos  dadas com as crianças, parecendo um zeloso pai. 

     Como não trabalhava e sua tia sim, ficava o tempo todo em casa cuidando das meninas, que chegavam do colégio e encontravam pronto o almoço que ele cuidadosamente preparava. 

     Bem, certo dia sua prima de 8 anos chegou do colégio em prantos.  Havia tido   um desarranjo intestinal e estava toda suja, cheirando mal.  Felizmente tudo   acontecera após a    saída  da escola, mas Ernesto teve enorme trabalho para livrá-la do   uniforme sujo e depois lhe   dar um banho em regra, o que foi dificultado pelo fato de ser a  primeira vez  que fazia isso (as me ninas se banhavam sozinhas). 

     Enquanto a mais velha tentava lavar no tanque de roupas o uniforme da  pequena,  a   menor continuava chorando sob o chuveiro (como estava, não podia usar a banheira). Após a limpeza inicial com papel higiênico e muita paciência, Ernesto colocou a menina sob o chuveiro e  completou o serviço. 

     Durante o banho, notou como Isabela era bonita, olhos marejados de lágrimas, cabelos  claros, brilhantes, maçãs do rosto róseas  e salientes, corpinho extremamente macio e uma     boca de lábios perfeitos. Sem que se desse conta, começou a diminuir o ritmo em que ensaboava    e molhava aquele corpinho. Dava-lhe prazer acariciar a menina e demorou-se mais, quando   sua mão passava pelas partes mais íntimas de Isabela. 

   Voltou a sentir enorme prazer ao enxugá-la, o que insistiu em fazer, e com a desculpa de estar sendo carinhoso, beijou várias vezes aquele rostinho adorável. Novamente demorou-se ao  pas sar a toalha pelas partes íntimas da garotinha. 

     Naquela noite, custou a dormir, lembrando cada momento junto da garota nua, enquanto pensava num meio de voltar a banhá-la. Ela certamente não iria passar mal novamente. O que   fazer?

     No dia seguinte, bem cedo, seu coração disparou ao ver as duas saindo para o colégio, pois já não as via do mesmo modo que antes. Esperou até que sua tia saísse, para pensar. Pensar  nu ma desculpa, um jeito qualquer de fazer novamente o que lhe  dera tanto prazer no dia anterior.

    Primeiro, pensou nas implicações com sua tia. Judith era quase imbecil, embora fosse ainda uma mulher atraente, e trabalhava na Prefeitura, emprego arranjado  pelo marido que, ao  morrer lhe deixou a casa em que vivia e uma pensão atraente.  Ela no entanto,  preferiu continuar trabalhando, por hábito. 

     Judith não oferecia perigo. Resolveu começar a pôr em prática algo em que havia  pensado  e que envolvia sua tia. O plano que começava a tomar forma em sua mente doentia,      deveria envolver a tia, tornando-a sua cúmplice. 

      As meninas chegaram do colégio, almoçaram e a mais velha, após lavar a louça, juntou-se à menor para assistirem televisão. Era essa, mais ou menos, a rotina normal   da casa. 

      Judith chegou às seis da tarde e Ernesto puxou conversa com ela: 

      - Está tudo bem com Isabela.  Ela não voltou a se sentir mal. 

      - Essas crianças comem muita bobagem. É isso. Não se preocupam com nada. Que falta faz o pai delas, que Deus o tenha. Ainda bem que temos você para ajudar. Mas quando você  come çar a trabalhar, não sei o que farei. Aquele seu emprego  prometido no Rio de Janeiro, pode sair a qualquer momento - comentou sua tia. 

      - É verdade tia. Ah, eu notei ontem que Isabela não tem tomado banho direito;  notei     que atrás da orelha não estava muito bom e os pés também estavam meio sujinhos - comentou  displicentemente Ernesto. 

      - Sem ninguém pra olhar, elas relaxam na hora do banho - respondeu Judith. 

     Ernesto não poderia ter ouvido nada melhor que isso, para seus propósitos.  Rápido comentou: 

         - Fica tranqüila tia, vou mantê-las bem asseadas, afinal, já pensou se a professora  notar o mesmo que notei?  O que vai pensar de nós? 

         Judith, que jamais vira Ernesto como homem, mas como um imberbe rapazola, até   meio efeminado, agradeceu: 

         - Você faz isso pra mim? Eu chego morta da Prefeitura. Você é um doce.
 

         No dia seguinte, Ernesto chamou as meninas e disse: 

         - Sua mãe está preocupada com vocês. Ela quer que eu dê banho nas duas,  pois não gostou de ver seu pescoço sujo, Isabela, nem sua orelha, Daniela. 

         - Mas a gente toma banho direito, eu juro - disse a mais velha, com pudor. 

         - Eu sei, eu sei. Mas preciso obedecer sua mãe e vocês também. Portanto, na hora      do banho quero ver essa sujeira que vocês trazem do colégio sair toda. 

        Agora, era só esperar . Logo Isabela quis tomar banho. Ernesto repetiu tudo  que    havia  feito da primeira vez, demorando-se mais ainda, beijando seus rosto, bem junto da boca,   enquanto dizia como eram lindos seus cabelos, seu rosto, que ela se tornaria uma linda    mulher quando crescesse, etc.

     Agora esperava por Daniela, a mais velha. Estava com a boca seca, voz rouca e o coração disparando a cada ruído que ouvia. E ela veio. Chegou à porta do seu quarto, dizendo: 

     - Vou tomar banho. Mas pode deixar que tomo direitinho ... 

     - Não, Dani,  sua mãe vai brigar comigo. Vamos lá - atacou rapidamente. 

     No banheiro, começou a despir a menina e a cada peça que tirava, seus olhos ardiam de desejo. Mas precisava se conter. Não queria assustá-la e perdê-la. Esforçou-se para manter uma postura neutra, indiferente, quase distante. 

      Disfarçadamente, admirou o corpo que se mostrava à sua frente.  Mal conseguia   respirar. Pediu que a menina entrasse na banheira e, de joelhos, aplicou-se em passar a esponja por   to do corpo dela. Curiosamente, e para seu espanto, Daniela fechou os olhos, rosto avermelhado e se deixou acariciar. Ernesto notou claramente que a menina, na sua ingenuidade, estava  sentindo prazer com seu toque. Exultou. 

       Mas Ernesto se conteve. Era preciso ir bem devagar, aos poucos. 

       E assim foi nos dias seguintes. As meninas não comentavam nada com a mãe e a hora  do banho era esperada com ansiedade pelos três, sendo que Isabela foi sendo lentamente  descartada em favor da irmã mais velha, essa sim, o alvo predileto do tarado. 

      Em uma semana, o banho de Dani não era mais um banho, era uma sucessão de carícias em que a menina, olhos fechados, em alguns momentos  gemia de puro prazer. 

      Com as férias escolares, Isabela passou a ir com a mãe para o trabalho desta, onde ficava o dia todo rabiscando papéis e carimbando os desenhos que fazia. Ernesto então ia ao   quarto de Dani e a acordava com carícias, beijos, até que finalmente,muniu-se de coragem e a beijou na boca. Ela se deixou beijar, abraçar, e Ernesto a partir daí, sempre ia ao quarto da   menina, onde ficava fazendo quase tudo que um casal adulto faz, pois Dani nada negava ao primo,   fazendo prontamente tudo que ele pedia. 

      A vida corria normal até que um dia Ernesto teve que vir para o Rio de Janeiro.   O emprego finalmente lhe fora oferecido e a matriz ficava no Rio. 

       No Rio de janeiro, ocupou o apartamento de um parente, a quem pagava um valor    simbólico pelo aluguel e enquanto trabalhava, lembrava  com saudade das meninas de quem      tanto abusara e às quais tinha que enviar cartas infantis e imbecis. 

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       Mas como dizem por aí: a vida se repete sempre. 

       No apartamento ao lado, Ernesto fizera amizade com a simpática vizinha. ela lhe pediu en tão um favor: que olhasse sua filha enquanto ela ia ao dentista, à noite. A menina tinha seis aninhos. Ernesto concordou em tomar conta da menina e logo,  logo,  arrumou um jeito de   derramar um prato de sopa sobre a garotinha.  Então, rapidamente  a despiu e lhe deu banho,   quando então matou as saudades que sentia de Isabela e Daniela. 

      Devolveu a menina de banho tomado, perfumada e sorridente, à mãe agradecida.

      Informou o que tinha ocorrido,  se propondo a ficar com a garotinha sempre que fosse preciso. 

       Mas como nada é perfeito, a mãe da menina notou manchas avermelhadas no pescocinho da filha e lhe perguntou se alguém a tinha beijado. A filha contou tudo que havia acontecido   e a mãe entendeu corretamente o que havia sucedido. 

         Possessa, foi ao apartamento de Ernesto e o ameaçou de prisão se ele não saísse imediatamente daquele prédio. Disse ainda que iria relatar todo o ocorrido ao seu marido quando ele retornasse de viagem que estava fazendo a serviço. Pegou a menina pela mão e disse   que estava se dirigindo ao síndico do prédio a quem ia contar tudo.  E ia denunciá-lo a todos   que encontrasse pelo caminho. 

        Praguejando, apertou  várias vezes o botão pra chamar o elevador. 

       Quando a porta se abriu, ela puxou a menina rispidamente e ambas entraram. Mas não havia elevador. Caíram ambas de uma altura de seis andares, tendo morte instantânea. 

         Houve enorme tristeza em todo o prédio. 

         Mas o tarado, por dentro, sorria. 

          Apenas uma dúvida o assaltava: teria aquela mãe contado a alguém o que tinha acontecido? No corredor, ou por telefone? Esperava que não. 

          A cada momento, sua segurança aumentava. Podia tudo. 

         Era um sábado. Acordou às dez da manhã, bem disposto,  e  se preparou para um    lauto café. 

         Tocam a campainha da porta. Seu coração quase pára.  Nunca recebia  ninguém, só cumprimentava o porteiro, bom dia, boa noite. Esperou o pior e rezou para não ser nada grave. 

          Girou com as mãos trêmulas a maçaneta da porta. Era ... Judith,  sua tia.  Sorrindo,   ela disse, de supetão: 

          - Meu sobrinho querido, você poderia cuidar das meninas, por alguns dias,   pra   mim? Tenho que viajar para Sampa na segunda-feira e elas preferem ficar com você a ir comigo pa- ra lá. 

          Há castigos e castigos, não é mesmo? 
 

                                                                                 Clarival Vilaça

 

VIRGÍNIA

            Aquele médico era um safado. Tinha por hábito se aproveitar das paciente. Caso fossem bonitas  então, não escapavam de suas apalpadelas maliciosas,   suas  carícias  impróprias, disfarçadas de exames.

            Virgínia era um mulherão. Mas era honesta e amava seu marido, o Delegado Aníbal, titular da 54a. DP, na periferia da cidade. Indicado por uma amiga devassa, Virgínia marcou uma consulta com o tal médico.

            Não deu outra. Ao bater os olhos em Virgínia,  o médico ficou de boca aberta.    Fez as pergunta de praxe e logo, logo, pediu à mulher que se despisse e se deitasse. Quase   babando começou a admirar,  primeiro com os olhos acesos e depois suavemente,  com  as mãos aquele corpo queimado, bem torneado, carnes  firmes, seios divinos.

            Virgínia, numa certa altura do exame, sentiu que algo não estava bem. As mãos pareciam acariciar, não examinar. Além disso, por que ele as passava na parte interna de suas coxas? Sentou-se, disse que tinha um compromisso urgente e que outro dia faria o exame. O canalha logo se recompôs e marcou outro dia na semana seguinte, para continuar a "examinar"  aquela deusa.

            No ônibus de volta pra casa, Virgínia continha o choro. Em casa, se debulhou em lágrimas nos   ombros de Aníbal. Contou tudo que acontecera. O   Delegado, irado, chegou a recolocar seu coldre axial,  a pegar  o paletó, mas a mulher o conteve. Não havia provas.

            No dia seguinte, Aníbal fez com que sua   mulher assinasse uma autorização,  ligou para vários amigos juízes e depois de explicar tudo, conseguiu finalmente com um deles, a permissão escrita para gravar   a consulta. Chamou Waltêncio, seu homem de confiança e determinou as providências: câmera de vídeo portátil e com controle remoto. A câmera seria ligada do corredor, após a entrada de sua esposa. Seria colocada, disfarçadamente, à noite, com a ajuda do porteiro, depois de ser este informado de que era uma ação autorizada por autoridade judicial.Não haveria problema.

          Tudo acertado, avisou Waltêncio a data do exame: seria na quarta-feira, dia sete. O auxiliar confirmou: dia sete, chefe, sem problema.

            Levou a esposa até próximo do edifício no   dia da consulta e deixou bem claro    o que ela deveria fazer:

            - Amor,  veja bem,  para que posssamos pôr esse miserável na cadeia será    preciso que fique claro e sem sombra de dúvidas, que ele abusou de você. Portanto, você   precisa permitir que ele avance o sinal, entendeu? Antes de interromper o que o desgraçado  estiver fazendo, deixe que ele demonstre claramente que está ultrapassando os limites. Aí você o interrompe dizendo que precisa sair e pronto. Eu estarei no carro esperando por você.

            Virgínia anuiu com tristeza e subiu. Tudo aconteceu como da primeira vez. O  médico, agora, lhe parecia bem mais seguro. Virgínia não conseguiu ver a câmera pois havia livros, armários, vasos de  plantas, diversos objetos que encobririam a filmadora. Ficou nua a pedido do médico e se deitou. O desgraçado sorria. Começou procurando nódulos nos seios.  Demorou a não encontrar. Não procurava no lugar certo, preferia acariciar com dois dedos a ponta dos seios. Virgínia sentiu o rosto em fogo. Timidez?

            O exame prosseguiu e as mãos macias passeavam entre as coxas de Virgínia      e quando os dedos do médico a penetraram, não conseguiu evitar um gemido.  Assustou-se ao lembrar que tudo estaria gravado e rapidamente sentou-se. Pediu desculpas com a voz embargada e se vestiu rapidamente, saindo quase a correr  do consultório. Estava muito excitada e somente a espera pelo elevador a fez voltar ao normal.

            Aníbal a esperava no carro. Ela voltou a chorar. Ele a consolou dizendo que aquela seria a última vez que o miserável faria aquilo. Chegaram em casa e  o Delegado Titular da 54a. DP correu ao telefone. Queria saber de seu auxiliar, como correra tudo.

            - Waltêncio? E a gravação? Como ficou?<

            - Tudo ótimo. Hoje à noite instalaremos a ccâmera para gravar a consulta de sua mulher amanhã.

      & Clarival Vilaça

 



 
 

   NO SÁBADO


         Aconteceu num sábado em que fiquei só, até  cerca de duas da manhã,  quando   a família retornaria. Tomei um reconfortante banho, coloquei minha bermuda de  tecido  leve,sem camisa, e me postei frente à TV, pretendendo  assistir ao telejornal habitual.

         Uma amiga, Nil, chegou e como de hábito,  foi entrando  sem tocar a campainha. Perguntou pelos outros e informei que só  retornariam de madrugada. Ela ficou de pé, olhando para a TV sem dizer nada e eu lhe  disse
que sentasse. Nada havia passado  pela minha cabeça, senão ser educado. Ela se  sentou e ficou ereta.   Senti duas coisas claras: ela não estava à vontade  e parecia tensa, como se estivesse  pensando em algo urgente.

        Esperei que ela dissesse algo como "sabe quem morreu?", tal era sua postura na poltrona. Olhava para a TV e às  vezes, para mim. Quase sem notar, também olhei para ela.

         Nil é pequena,cabelos louros ou castanhos claros, lisos, finos.   Ela é bem clara,    mas tem o corpo muito bem delineado, apesar de ter dois filhos. É casada com um  sujeito   que trabalha numa farmácia em Niterói enquanto ela  é gerente de um supermercado local.   Nos conhecemos  há pelo menos dez anos. Ela nem sempre foi minha  vizinha, isso ocorreu de uns quatro anos pra cá, quando eles se  mudaram de um   prédio na  região de Camboinhas, próximo a Niterói.

        Ainda sentada ela comentou esfregando os olhos que achava que estava com um   cisco. Me levantei e segurando  o seu rosto, procurei examinar os olhos dela,   verdes profundos. O fato de estarmos sozinhos, dela ter saído de um banho e ainda estar exalando o aroma sabonete e ainda por ter seu rosto em minhas mãos,  tudo isso junto, causou efeito em mim. Me senti quente e meu comportamento passou a ficar diferente. Ela se mantinha sentada, com as mãos apoiadas no assento da poltrona, olhos fechados... esperando.

         Fiquei confuso, sem mesmo saber porque. O que estava acontecendo? Com  a mão   esquerda, enlacei a cabeça dela e com o polegar da mão direita, fiz leves movimentos em seus olhos, tentando extrair o "cisco",  que comecei a desconfiar  que não existia...

         Quando parei um pouco, ela abriu os olhos e olhou para minha bermuda.   Eu estava excitado. E ela viu. É claro que viu, pois olhou diretamente para o local.  Tremi.

         Pensei que aquele seria o momento em que ela  me afastaria e se  despedindo, iria embora. Eu não fizera ainda nada demais, por isso, estava em condições de me defender   se  ela dissesse algo. Mas ela permaneceu ali.  Resolvi ir devagar, um pouco mais adiante.  Trouxe sua cabeça  para bem junto de minha bermuda,  até que seu rosto tocou a parte excitada  do meu corpo. Esperei por uma reação que não houve. Resolvi, em face do comportamento dela, que  podia ir adiante. Ela   estava corada e ofegante.

          Apesar disso, confesso,não tive coragem de olhar nos olhos dela.  Mantive os polegares sobre seus olhos  e quando pude, rapidamente, abri o zíper  da  bermuda e deixei  que o membro ereto saltasse fora. Mas em seguida, voltei a cobrir  seus olhos com os  polegares, simulando uma massagem sem finalidade. Ela não viu   o que fiz. Meu membro tocou  o seu queixo, seu pescoço e acho que até seus   lábios. Eu  só conseguia olhar para a parede em frente. Mas a partir daí, fiquei com a certeza de que ela estava concordando, aceitando  tudo. Por isso...

         Lentamente fui girando seu rosto para que ficasse de frente para mim.  Olhei para    o meu membro e para o rosto dela, tão perto. Eu sou um homem,  não um rato.   Com uma  voz que parecia sair do fundo de uma caverna,  eu disse "abre a boca".  E ela abriu!

          Tudo ia bem, mas eu não atinava com o motivo. Devia haver uma razão  para o consentimento. Só depois de terminarmos ela me contou. Uns dez anos atrás ela esteve aqui  em casa e eu estava com uns 40 graus de febre, deitado  na poltrona, tremendo mas sem poder me cobrir, pois estava medicado e esperava a  febre baixar, o que não ocorreria se eu me cobrisse. Segundo ela me disse,  bateu um  sentimento maternal nela, que lhe deu vontade de se sentar ao meu lado e me acariciar, mas havia nisso um componente sexual, é claro. Por isso foi tão fácil minha "conquista". Ela esperava e desejava isso. Há dez anos.


      Com seu lindo rosto à minha frente, introduzi carinhosamente o membro em sua  boca. Ela o abocanhou e  chupou recuando a cabeça, até que ele saltasse de sua boca. E   de  novo o abocanhou e repetiu. Tirei as mão de sua cabeça, pois achei que estava atrapalhando os movimentos dela.  Coloquei-as  em seus  ombros e a deixei à vontade. Só  então, ela tirou suas mãos da poltrona e acariciou minha coxas cabeludas. Isso me deixou louco e ela reparou que fechei  as mãos com força. Parou o que fazia e perguntou porque eu não me deitava  na poltrona
atrás de mim.Fiz isso,  deixando uma perna na poltrona e outra pisando o tapete. Ela saiu para o banheiro e voltou em segundos, trazendo uma toalha.

        Ajoelhou-se entre minhas pernas e recomeçou a  me chupar. Colocou a toalha em torno do membro e ficou mexendo a cabeça, como a dizer "não", de   um lado a outro, o que    fazia com que meu membro ficasse indo aos dois cantos  da sua boca, com a língua no meio.

         Eu ainda resistiria alguns segundos, se ela   não começasse a passar suas unhas nos cabelos de minhas  pernas.   Tive um orgasmo incontido, completo.

         Ela limpou, recolheu tudo e no banheiro,  lavou  a toalha.  Enquanto   isso, me  recompus e quando ela  retornou, eu estava resolvido a dar o troco. Ela disse que precisava ir pra casa, revisar umas compras. A família toda  viajara, ela estava sozinha até segunda-feira. E sorriu.  Eu  disse que iria lhe fazer  companhia. Ela concordou, mas pediu que eu esperasse uns dez minutos e depois fosse.  São apenas oito casas entre a dela e a minha, um quarteirão ou pouco menos.

Então ...

  &n [ Clarival Vilaça ]
 
 

 



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